Repare
O que é a Repare Plataforma?
Agô para chegar!
Bem-vindos navegantes
A aridez que chega sem pedir licença, racha os solos férteis da cultura local. Vem como um sopro que encolhe a alma baiana e suas expressões próprias. Essa aridez se expande lacerando como feridas. Rachaduras, fendas brutais entre pessoas e grupos. O que fazer para conseguir navegar nos campos desidratados do território? Como podemos reparar, limpar, tratar, cuidar desta ferida/fenda que nos separa? Como podemos combater a aridez? Como devolver ânimo, vitalidade, potência e fé para as histórias do território?
Com a visão que vai além, com os olhos que tudo vêem, prestamos atenção com presença, arte e pesquisa. Nutrindo matas ciliares sociais para criar possibilidades de bio-diversidade. Acreditando na água que brota do chão cultivado de memórias do território que alimentam o desejo coletivo de prosperidade. Intencionamos construir um barco para navegar nas frestas. Onde possamos continuar aprendendo, enquanto navegamos pelas complexidades e injustiças sistêmicas que enfrentamos. Pouco a pouco vamos criando um campo fértil para habitarmos com resiliência. Regenerando e quebrando o ciclo de exploração que nos trouxe até aqui. Ao precipício da existência.
É urgente prestar atenção. Reparar em como nossa forma de agir no mundo impacta tudo que está ao nosso redor. Otimizar partilhas mais generosas, é para ontem!
Repare é uma plataforma que intui fertilizar o cultivo de pensamentos críticos. Não somos neutros. Queremos apoiar a construção de imaginários radicais, imaginários além da esperança.
Aliadas das poéticas feministas decoloniais e a Arte . Estamos nos dedicando a construir um arcabouço que nos oriente a encontrar caminhos para o enfrentamento na luta pela vida. Desincrustando marginalidades e reparando potencialidades. Revigorando os saberes emancipatórios que existem nas costuras de reciprocidade e afeto. Subvertendo o sentido “canguinha” que temos sobre reparação social.
Repare é também Um Ebó de Vida!
Um rezo de reconhecimento a força e resistência do povo das florestas, do povo preto que veio de África, e à todes misturades no espiral de tempo que montam a base para construir um outro mundo possível. Asé!
Queremos abrir uma grande roda que impulsione a criação de gestos de mais cuidado. gestos simples, gestos menores. Gestos repara-dores! Aspirando equilibrar a variação das diferenças comunitárias de raça, de classe e tantas outras que nos separam. Estamos interessades em coligações de aliades dispostos a atravessar essa “zona de desconforto” histórica para se juntar nessa Roda.
Dê seus pulos e vem pra Roda!




